FILMES 05

legenda:
// = revisão; (+/XX) = nota subiu de XX na revisão; (-/XX) nota caiu de XX na revisão; cXX = curtas

cotação vai de 00 a 100

as atualizacões mais recentes estão lá embaixo

JANEIRO:

001 - Cabana do inferno [Cabin fever, Eli Roth. EUA, 02. Visto em DVD] 64

002 - Meu tio matou um cara [idem, Jorge Furtado. BRA, 04. Visto no cinema] 58

003 - /Encontros e desencontros/ -- 5x -- [Lost in translation, Sofia Coppola. EUA, 03. Visto em DVD] 94

004 - Perto demais [Closer, Mike Nichols. EUA, 04. Visto no cinema] 70

005 - /Perto demais/ -- 2x -- [Closer, Mike Nichols. EUA, 04. Visto no cinema] 67
Gosto de como os saltos temporais da narrativa instigam a imaginação do espectador -- nada é muito explícito, e muitas vezes o que é mais relevante à trama não está entre o material filmado, portanto há sempre essa brincadeira com o público que acho bem legal; caracteriza o que eu chamaria de cinema-de-sugestão. No entanto há tembém um interesse claro em se falar sobre relacionamentos amorosos e, por consequência, comportamentos humanos, que acaba por não funcionar muito bem devido ao fato dos personagens durante boa parte do tempo mais parecerem robôs de última geração programados para disparar frases de efeito por segundo do que, bem, seres humanos. Não fica natural, apesar do roteiro captar muito bem o comportamento de um estereótipo específico -- a classe média bem-sucedida vai adorar, ficar espantada por se identificar tanto, e, tenho certeza, discutir o filme com o casal de amigos no jantar após a sessão. E que fique claro que Natalie Portman merece todos os prêmios que vêm recebendo e mais alguns. A menina dá um show, virei fã.

007 - Eurotrip [idem, Jeff Schaffer. EUA, 04. Visto em DVD] 60

008 - Show de Vizinha [Girl next door, Luke Greenfield. EUA, 04. Visto em DVD. 46

FEVEREIRO:

009 - Entrando numa fria maior ainda [Meet the fockers, Jay Roach. EUA, 04. Visto no cinema.] 52

010 - Jogos mortais [Saw, James Wan. EUA, 04. Visto no cinema.] 66
O fato de todos os personagens serem estereótipos dos mais simplórios possíveis (o assassino de vida sofrida que quer mostrar ao mundo o quanto as pessoas são ingratas e deveriam agradecer a deus diariamente por ele ter sido tão gente boa e ter lhes dado uma vida tão linda e maravilhosa, o policial aposentado que pirou no último caso e não sossega enquanto não resolvê-lo, o marido que trai a esposa para depois de um contratempo-daqueles se arrepender e perceber o quanto sua família é perfeita, e por aí vai) prejudica bastante, uma vez que fica obviamente bem mais difícil comprar todo esse lance de "jogo psicológico" que o filme quer vender. Mas a situação em si já garante boas doses de tenção, e as complicações do roteiro -- apresentadas de modo meio truncado, mas vá lá --, assim como seu ponto de partida, são criativas o suficiente para prender sua atenção por uma hora e meia ou duas. É bem divertido.

011 - Em busca da terra do nunca [Finding neverlad, Marc Forster. EUA/Reino Unido, 04. Visto no cinema.] 47

012 - Sideways, entre uma e outras [Sideways, Alexander Payne. EUA, 04. Visto no cinema.] 59
Um filme como esse deve muito aos personagens, portanto é realmente uma pena perceber que todos eles, em Sideways, tem até (não muito, mas algum) potencial, no entanto vão simplesmente se desfazendo com o tempo. À excessão de Maya (bela interpretação de Virginia Madsen, por sinal), que é a única do qurtateto principal que permanece íntegra até o final do terceiro ato, lá pela metade do filme todo mundo que ainda não virou paródia de si mesmo está no caminho certo. Quem sou eu para dizer, mas acredito que seria um filme bem mais aproveitável (do jeito que está é um bacana exercício de suposição -- um ioiô da coca-cola pra quem advinhar pra que o vinho servirá de metáfora na próxima cena --, mas não muito mais do que isso) caso não houvesse o personagem de Thomas Haden Church para servir de copntraponto forçadíssimo e desnecessário a Paul Giamatti (também muito bem, obrigado) e acentuar as características de looser nato deste segundo -- porque é só pra isso mesmo, nem o lugar-comum do aprendizado entre os dois companheiros de viagem há (nesse caso porque um dos dois personagens é completamente nulo). Digo, já que a única relação que interessa é mesmo Giamatti-Madsen, seria interessante se Payne deixasse ela fluir naturalmente, sem nenhuma forçassão de barra do estilo "oh meu deus, eles estão gemendo no outro quarto e eu aqui conversando sobre vinhos!".

013 - Nota máxima [The perfect score, Brian Robbins. EUA, 04. Visto em DVD.] 53
Durante algum tempo, é até surpreendente que, numa trama que gira em torno de um grupo de alunos que decide roubar todas as respostas da prova equivalente ao vestibular no Brasil, o filme pareça realmente disposto a se posicionar do lado dos jovens e, como eles, não dar tanta importância assim ao exame. Simplificando e resumindo, eu fiquei feliz quando pensei na hipótese deste produto da mtv filmes não concordar com o fato de um punhado de respostas de múltipla-escolha ter de definir o futuro de alguém. Mas, infelizmente, é só durante um tempo. Aos poucos a máscara vai caindo (veja você, os pequenos ladrões entram no prédio onde estão as respostas que tanto procuram, mas elas estão dentro do computador, então eles farão o exame num fantástico trabalho de equipe e perceberão que, quando querem, são capazes!) e o filme arranja tempo até para sermão de mãe no maconheiro da turma. Mas tem Scarlett Johansson (a melhor atriz do mundo, do planeta, da gláxia...) de calcinha. Aluguem!

014 - Desventuras em série [Lemony snicket's a series of unfortunate events, de Brad Silberling. EUA, 04. Visto no cinema.] 56
Ainda que a estilização vez por outra soe meio exagerada, e Jim Carrey fazendo careta já não tem a mesma graça desde, seilá, "Ace Ventura 2", são esses dois fatores que garantem o interesse daqueles espectadores que, como eu, já não ficam encantados nem satisfeitos com um visual diferente-mas-tão-igual desses. E já que estamos falando num filme onde 3 crianças são protagonistas, tirando a bebêzinha, que deve conquistar todo mundo, bem podiam ter arranjado crianças com um pouco mais de carisma.

015 - Menina de ouro [Million dollar baby, de Clint Eastwood. EUA, 04. Visto no cinema.] 82
Não fosse por mais nada, Menina de ouro seria um filme incrível pelo simples fato de deixar claro (digo pra mim, lógico) o gênio que Clint Eastwood é. Antes de ser um filme sobre uma menina, antes mesmo de ser um filme sobre pessoas, é um filme sobre um homem. Frankie Dunn, personagem de Clint, é o coração de Million dollar baby. Ele é Eddie, o amigo que teoricamente não venceu na vida (seu presente, vazio e solitário); é Danger, o garoto que desiste do sonho impossível que só ele vê (por isso Frankie se incomoda tanto com ele, por ser uma faceta dele próprio); é Big Willie, o campeão que ele vê indo embora (sua juventude); e é o prório Eastwood, se você quiser. Cada peça de Menina de ouro faz parte e existe em prol de um todo. Clint não filma a velhice, mas o envelhecimento, o envelhecer. Seu cinema é simples, mas preciso, de uma força impressionante e cada vez mais seguro. E é cheio de camadas a serem descobertas, razão pela qual vou rever Menina de ouro. Porque com certeza (como se já não estivesse de bom tamanho) há mais a se perceber.

016 - Depois de horas [After hours, de Martin Scorsese. EUA, 83. Visto em DVD.] 79

017 - Igual a tudo na vida [Anything Else, de Woody Allen.EUA 04. Visto em DVD] 67

018 - O aviador [The aviator, de Martin Scorsese. EUA, 04. Visto no cinema.] 69-71
A partir de agora as notas poderão ser intervalos numéricos, exatamente desse jeito que está aí em cima (e ás vezes com um espaço até maior entre os extremos -- de 3, 4...ou até 5 unidades). Estou revolucionando a famigerada cotação 00-100 e ao mesmo tempo promovendo o humanismo pelo mundo através da internet (essa maneira de usar a cotação é algo bem mais humano, concordem). Não vou exigir o prêmio nobel, mas mereço pelo menos uma comunidade no orkut.

019 - Acossado [À bout de souffle, de Jean-Luc Godard. FRA, 59. Visto em VHS.] 86-88

020 - Uma mulher é uma mulher [Une femme est une femme, de Jean-Luc Godard. FRA, 61. Visto em VHS.] 90
O feminismo em cheque e o cinema. O feminismo e o cinema em cheque. O cinema em cheque e o feminismo. Pode ser qualquer coisa. É fantástico, absolutamente incrível como conseque falar de personagens, de cinema, de comportamentos de uma determinada época -- tudo ao mesmo tempo --, e soar extremamente relevante em todos os aspectos. Paródia e homenagem simultaneamente, inventivo (pode-se dizer que é até datado -- personagens em comunicação direta com o espectador já não é bem mais uma novidade atualmente --, mas sinceramente não sei se é válido desconsiderar a época e o contexto -- a desmistificação do espetáculo era uma barreira, até onde eu sei -- nesse caso específico). Em termos de imagem é absurdamente lindo e provavelmente o filme que mais brinca com a iluminação (e de maneira completamente genial, diga-se) que já vi. Enquanto comédia romântica que é faz-se leve e divertido ao mesmo tempo (estou repetindo a expressão "ao mesmo tempo" exaustivamente, mas acredito que seja sintomático) que subverte, ahn, provavlemente tudo que era regra ou padrão estabelecido. Terminar com um "...E ainda tem Anna Karina" é um clichê tão chato quanto (auto-) justificável quando fala-se de qualquer filme do Godard que tenha a presença da musa. Pois é.

021 - Alphaville [Alphaville, de Jean-Luc Godard. FRA, 65. Visto em VHS.] 87
Ver caixa de comentários (lá pelo número 30).

022 - O demônio das onze horas [Pierrot le fou, de Jean-Luc Godard. FRA, 65. Visto em VHS.] 92
Me sinto um ser humano mais completo.


MARÇO

023 - /A Vila/ (2x) [The Village, de M. Night. Shyamalan. EUA, 04. Revisto em DVD.] 79-81
De-novo-e-bom apenas o fato de que todas as cenas me pareceram muito mais bem cuidadas dessa vez (diálogo entre Bryce Dallas Howard e Joaquim Phoenix na varanda + perseguição na floresta = verdadeiros primores de posicionamento de câmera/atores e construção de um ambiente de tenção, respectivamente); trata-se de um filme muitíssimo bem filmado, e isso fica absolutamente claro até para leigos que não entendem nada disso feito eu. De-novo-e-ruim apenas uma certa preocupação, ao meu ver desnecessária, em se fechar algumas lacunas do roteiro, que acabam por resultar em uns elementos tapa-buraco grosseiramente forçados. Digo, se a intenção não é fazer um suspense coerente sobre monstros numa floresta, pra que explicar como nenhum avião passou pelo espaço aéreo da vila, pra que explicar que as autoridades eram subornadas, pra que explicar que um certo personagem que não aparece é milionário e por isso havia tanto dinheiro para os subornos, pra que explicar esse monte de coisas? Talvez pra manter a faceta de suspense coerente sobre monstros numa floresta, e isso não é ruim (acho sim que o filme também funcione dessa maneira), mas por alguma razão obscura eu preferia ver a coerência devidamente jogada para escanteio.

024 - Antes do Amanhacer [Before Sunrise, de Richard Linkalater. EUA, 95. Visto na TV.] pensando se há como registrar isso em números
A própria idéia do roteiro, em sua forma mais primitiva, desde o momento em que provavelmente passou pela cabeça de Linklater filmar dois desconhecidos vivendo uma noite inesquecível em Viena após se conhecer em um trem, já é sozinha algo amplamente sedutor. É um filme de fácil atração só pelo conceito, acho. Mas meu problema é justamente esse. Não sei se, uma vez a idéia tida, uma vez esse rastro de genialidade ter perpassado a mente produtiva de Linklater (ou de seu co-roteirista, que eu esqueci o nome, tanto faz), faz-se muito -- ou alguma coisa, sequer -- por ela. Sabe, eu não sei nada sobre essas coisas teóricas de cinema, espaço-fora-da-tela e afins, então o que ficou pra mim foi (e não sei se) apenas um filme bacana, inteiro de dois personagens bacanas, com diálogos ora apaixonantes de tão bacanas, ora simplesmente desinteressantes de tão intermináveis. Momentos que ora revertiam-se em um daqueles sorrisos bobos de gente apaixonada (e boba) em minha linda face -- e nessas horas eu queria defender o filme até a morte --, ora revertiam-se em momentos em que eu me pegava admirando um mosquito imóvel na parede branca da sala. E aí eu penso: mas ora, se não fosse assim, se não fosse instável, se não fosse desequilibrado-no-bom-sentido desse jeito, talvez não fosse genuíno, talvez fosse - antes de ser simplesmente o registro de duas pessoas interessantes andando e conversando (trocando confidências, experiências etc) -, o filme de dois personagens que são estrategicamente colocados em tal situação. E aí eu penso que isso faz toda a diferença, e aí eu penso que posso estar certo. E aí eu não sei.

025 - Constantine [idem, de Francis Lawrence. EUA, 05. Visto no cinema.] 48-51
Em suma, é nada mais que uma colagem descarada de outros filmes do gênero, um amontoado de clihês (espere até o final dos créditos e comprove: o garoto-coadjuvante-coitadinho-que-morre é o... anjo do protagonista! -- a título de curiosidade, a bicha que estava do meu lado e não parou de falar o filme inteiro, nesse momento soltou: "ai, ele virou anjo, que tudo!") que remete a tantas coisas (a mesma bicha ao final da sessão falou para o gordinho de língua presa que a acompanhava: "é uma mistura de Hellboy, com O Exorcista, com Matrix, com O Advogado do Diabo, com Van Helsing, com aquele outro filme de monstros né? A-do-rei!") e dá uma saudade não muito agradável de Coração Satânico. Keanu Reeves realmente lembra muito o velho Clint dos westerns e de Dirty Harry, a interpretação é divertidíssima e o personagem deve muito do interesse que cativa à ela. O começo também é promissor, mas tudo vai por água abaixo (como de praxe nesses filmes, aliás), quando há de se dar continuidade à uma trama bobinha toda a vida. Cochilei várias vezes.

026 - Antes do Pôr-do Sol [Before Sunset, de Richard Linklater. EUA, 04. Visto em DVD.] vou rever antes de dar qualquer nota...
...assim que parar de ouvir "A waltz for a night" na voz de Julie Delpy e arrumar tempo. Ou não. (É, já que resolvi encarar isso aqui realmente como um caderno para anotar impressões sejam elas quais forem, vamos lá.) Estive pensando agora - por mais ou menos uns dez segundos, na verdade é o que alguns chamariam de "surto de pensamento", e com razão - e me dei conta de que esse é um daqueles filmes que quase imploram por uma revisão (de tão agradáveis e encantadores que são) e ao mesmo tempo dão certa pena de rever, por deixarem lembranças tão boas (de tão agradáveis e encantadores que são). É um mergulho à um mundo paralelo (o de Celine, Jesse, e suas memórias) que de tão profundo faz o espectador (bah, eu) esquecer de seu próprio mundo particular e só não morrer afogado porque há um determinado momento em que a tela fica preta e nós vemos as palavras "directed by Richard Linklater". O perigo é que quando esse momento chegar vai ter gente clamando por um afogamento.

027 - /Antes do Amanhecer/ (2x) [Before Sunrise, de Richard Linklater. EUA, 95. Revisto em DVD.] 86

028 - O Casamento de Romeu e Julieta [idem, de Bruno Barreto. BRA, 05. Visto no cinema.] 47-50

029 - O Chamado 2 [Rind 2, de Hideo Nakata. EUA, 05. Visto no cinema.] 32

030 - /Antes do Pôr-do-Sol/ (2x) [Before Sunset, de Richard Linklater. EUA, 04. Revisto em DVD.] 86-90

031 - Reencarnação [Birth, Jonathan Gleezer. EUA, 05. Visto no cinema.] 58-62

ABRIL

032 - Miss Simpatia 2: Armada e Poderosa [Miss Congeniality 2: Armed and Fabulous, de John Pasquin. EUA, 05. Visto no cinema] N/A

033 - Be Cool, O Outro Nome do Jogo [Be Cool, de F. Gary Gray. EUA, 05. Visto no cinema] 43

034 - A Família da Noiva [Guess Who, de Kevin Rodney Sullivan. EUA, 05. Visto no cinema] 44

(Parêntese) *Eu juro que queria ver mais filmes, mas tá difícil...

035 - De Olhos Bem Fechados [Eyes Wide Shut, de Stanley Kubrick. EUA, 99. Visto no Vivo Open Air]

(Parêntese) *O Vivo Open Air pode até ser um jeito muito bacana de ir ao cinema, mas exige do espectador um poder de concentração no mínimo razoável. A impressão que tive é que o evento reúne dois (ou até mais, tem de coroa intelectual à bandos variados de adolescentes) públicos completamente distintos em ambientes muito próximos. Resultado: ou quem estava vendo filme escutava um ti-ti-ti pouco agradável ecoando como música de fundo (quando todo o pessoal que esperava a Festa Nu Breaks - uma decepção só, por sinal - resolvia falar ao mesmo tempo), ou quem estava lá fora esperando a festa escutava os diálogos do filme (quando esse pessoal resolvia aquietar-se por um momento, pois). E, claro, o fato do filme sendo exibido ser "De olhos bem fechados" agrava um pouco a situação. Mas enfim, a lógica toda do troço é adorável, e assistir a um filme com o cristo redentor e uma lua cheia caprichada ao fundo é coisa pra não esquecer tão cedo.

036 - Os Sonhadores [The Dreamers, de Bernardo Bertolucci. ITA/FRA/ING, 03. Visto em DVD.] 61
Não é um filme que acrescente muito (ou alguma coisa) ao cinema de Bertolucci, acredito eu (mesmo tendo visto poucos filmes do sujeito). E nem acho que essa evolução gradativa seja algo a ser cobrado na carreira de qualquer cineasta, mas fica um pouco chato, aqui, perceber que as coisas mais interessantes já tenham sido registradas pelo diretor algumas décadas atrás. Pegue como exemplo a leveza e naturalidade das cenas de sexo, que remetem a... O Último Tango em Paris é o exemplo mais óbvio, e "que legal, que legal", mas há, até aí, um certo exagero (derivado da repetição, talvez?). A cena da banheira é, se trocado "dor" por "nojo", praticamente sádica. O filme é um retrato de uma geração desprovido de crenças/idéias pré-determinadas, o que é bacana (e até surpreendente), mas acaba também prejudicado pela atuação do trio principal, realmente a se lamentrar. Não falo nada sobre as referências cinematográficas porque elas são óbvias e eu gosto de referências óbvias.

MAIO:

037 - Shattered Glass: O Preço de uma Verdade [Shattered Glass, de Billy Ray. EUA, 03. Visto em DVD.] 60

038 - A Intérprete [The Interpreter, de Sidney Pollack. EUA, 05. Visto no cinema.] 54

039 - Edifício Master [idem, de Eduardo Coutinho. BRA, 02. Visto em DVD.] 87

040 - Cruzada [Kingdom of Heaven, de Ridley Scott. EUA, 05. Visto no cinema.] 39

041 - Ninguém Pode Saber [Dare mo shinarai, de Hirokazu Koreeda. JAP, 04. Visto em DivX.] 80

posted by Guga 5:52 AM


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